Pré-Produção
O guião visual que serviu de base à rodagem do documentário SHIFT no Cais de Gaia. Cinco cenas, um arco emocional — da dúvida à esperança.
Os dois criadores surgem lado a lado no calçadão de Gaia, com a Ponte D. Luís I imponente ao fundo. Em Plano de Conjunto e Plano Médio, apresentam diretamente o projeto ao espectador — estabelecendo o tom do documentário antes das vozes dos entrevistados entrarem.
O foco passa para o Entrevistado 1. A câmara aproxima-se lentamente ao rosto enquanto a primeira pergunta é colocada — sobre o momento de maior perda. O silêncio é intencionalmente captado antes da resposta. O fundo mantém a ponte, agora ligeiramente desfocada, para isolar a expressão do sujeito.
Montagem mais dinâmica com o Entrevistado 2 e o Entrevistado 3. A mudança de humor é visível: posturas que se endireitam, sorrisos que surgem. É aqui que o shift emocional do projeto acontece de forma mais evidente — o contraste entre a resposta anterior e esta é o coração do documentário.
O sol começa a baixar no rio Douro, criando reflexos dourados na água — um espelho visual do tema do projeto. A Entrevistada 4 responde à última pergunta com um tom empático e direto, como se falasse para quem está a ver o vídeo. A câmara estática acentua a gravidade e a intimidade do momento. A música sobe gradualmente.
Planos gerais com movimento panorâmico lateral captam a beleza do Cais ao entardecer — o rio, as embarcações, a ponte. A sequência cria uma pausa para reflexão antes do ecrã fechar com o logótipo do projeto. A música instrumental atinge o pico emocional e faz Fade Out.
O foco principal é sempre a emoção no rosto das pessoas. A Ponte D. Luís I é um acessório narrativo — nunca deve roubar a atenção ao sujeito filmado.
Nunca cortes os vídeos logo a seguir à pessoa falar. Deixa gravar mais 2 ou 3 segundos de silêncio — é aí que as pessoas mostram os seus sorrisos e suspiros mais reais.